Ontem o dia estava correndo bem. Tive o privilégio de dormir na cama do meu Senhor e acordei feliz e saltitante. Acordei-O com carinho e beijos pelo corpo todo e Ele soltou as correntes que me prendiam a cama quando o satisfiz.
Cumpri com as minhas obrigações diárias, preparei comida, limpei a casa, essas coisas e em um momento meu Senhor me chamou e pediu que eu pegasse um cadeado e uma corrente para Ele. Peguei a corrente e quando fui pegar o cadeado, meu cotovelo esbarrou num vidro de remédio e caiu no chão.
Ajoelhei e comecei a catar os cacos na mesma hora. Não conseguia olhar para meu Mestre. Pela Sua respiração, eu sabia que Ele estava bravo. Levei os cacos para a lixeira e voltei com um pano de chão. Sequei e limpei tudo. Meu Mestre mandou que eu levasse o pano para a área e voltasse rápido.
Quando voltei, uma corda e um crop estavam prontos. Ele mandou que eu ajoelhasse e ficasse em posição de entrega. Ele então amarrou minhas mãos junto ao peito e passou a mesma corda pela minha buceta. A corda estava tão apertava que eu mal conseguia me mexer sem doer. Ele me pôs encostada na parede e mandou que eu repetisse: Eu vou prestar mais atenção no que faço. A cada chicotada eu repeti “eu vou prestar mais atenção no que faço”. Eu perdi a conta de quantas chicotadas foram. Quando eu começava a falar mais baixo, uma chicotada mais forte me atingia e a ordem de falar direito chegava aos meus ouvidos. Chorei muito enquanto apanhava. As chicotadas pararam e senti Seu corpo encostar no meu e me abraçar. Desabei em Seus braços.
Ele perguntou se eu tinha aprendido a lição e eu argumentei que foi sem querer. Ele respondeu:
- Eu sei escravinha linda, mas você tem que aprender a ser menos desastrada. Lição aprendida? Promete que não irá acontecer de novo?
Eu não pude responder e fiquei quieta, Ele então falou:
- Tudo bem. Promete que vai se esforçar para que não aconteça de novo?
Eu abri um largo sorriso e disse:
- Sim meu Senhor.
Ele me desamarrou e colocou em volta da minha cintura a corrente apertada o suficiente para que eu a sentisse ali e não para machucar ou marcar e me mandou de volta aos meus afazeres.
A minha consciência foi o pior castigo. Ele passou o dia inteiro espirrando por causa do cheiro do remédio. Por mais que eu limpasse, o cheiro ainda persistia. As marcas das chicotadas ainda estão aqui e ainda incomodam um pouco, mas pelo menos nenhuma quina de mesa ou copo cheio passou pelo meu caminho desde então...
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