sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Relato

A parte mais difícil do meu treinamento pra mim é prestar atenção no que estou fazendo para não fazer besteira. Eu sou muito desastrada, então vivo derrubando coisas e batendo nos lugares... As quinas de mesa e os copos cheios me amam! É uma atração quase que fatal!


Ontem o dia estava correndo bem. Tive o privilégio de dormir na cama do meu Senhor e acordei feliz e saltitante. Acordei-O com carinho e beijos pelo corpo todo e Ele soltou as correntes que me prendiam a cama quando o satisfiz.


Cumpri com as minhas obrigações diárias, preparei comida, limpei a casa, essas coisas e em um momento meu Senhor me chamou e pediu que eu pegasse um cadeado e uma corrente para Ele. Peguei a corrente e quando fui pegar o cadeado, meu cotovelo esbarrou num vidro de remédio e caiu no chão.


Ajoelhei e comecei a catar os cacos na mesma hora. Não conseguia olhar para meu Mestre. Pela Sua respiração, eu sabia que Ele estava bravo. Levei os cacos para a lixeira e voltei com um pano de chão. Sequei e limpei tudo. Meu Mestre mandou que eu levasse o pano para a área e voltasse rápido.


Quando voltei, uma corda e um crop estavam prontos. Ele mandou que eu ajoelhasse e ficasse em posição de entrega. Ele então amarrou minhas mãos junto ao peito e passou a mesma corda pela minha buceta. A corda estava tão apertava que eu mal conseguia me mexer sem doer. Ele me pôs encostada na parede e mandou que eu repetisse: Eu vou prestar mais atenção no que faço. A cada chicotada eu repeti “eu vou prestar mais atenção no que faço”. Eu perdi a conta de quantas chicotadas foram. Quando eu começava a falar mais baixo, uma chicotada mais forte me atingia e a ordem de falar direito chegava aos meus ouvidos. Chorei muito enquanto apanhava. As chicotadas pararam e senti Seu corpo encostar no meu e me abraçar. Desabei em Seus braços.


Ele perguntou se eu tinha aprendido a lição e eu argumentei que foi sem querer. Ele respondeu:

- Eu sei escravinha linda, mas você tem que aprender a ser menos desastrada. Lição aprendida? Promete que não irá acontecer de novo?


Eu não pude responder e fiquei quieta, Ele então falou:

- Tudo bem. Promete que vai se esforçar para que não aconteça de novo?


Eu abri um largo sorriso e disse:

- Sim meu Senhor.


Ele me desamarrou e colocou em volta da minha cintura a corrente apertada o suficiente para que eu a sentisse ali e não para machucar ou marcar e me mandou de volta aos meus afazeres.


A minha consciência foi o pior castigo. Ele passou o dia inteiro espirrando por causa do cheiro do remédio. Por mais que eu limpasse, o cheiro ainda persistia. As marcas das chicotadas ainda estão aqui e ainda incomodam um pouco, mas pelo menos nenhuma quina de mesa ou copo cheio passou pelo meu caminho desde então...

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